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Domingo, 18 de outubro de 2026
Correio da Direita

Bolívia prende procurador-geral acusado pelo governo Paz de ligação com o narcotráfico

Roger Mariaca, eleito pelo Parlamento em 2024 durante o governo de esquerda de Luis Arce, teve o visto revogado pelos Estados Unidos dias antes da prisão.

Por Redação Correio da Direita

Publicado em · Atualizado em

Foto: Dirección de Prensa, Presidencia de Chile/Wikimedia Commons (CC BY 3.0 CL) (arquivo)

Autoridades da Bolívia prenderam, na noite de 30 de setembro, o procurador-geral da República, Roger Mariaca. O ministro do governo de Rodrigo Paz, Marco Antonio Oviedo, acusou Mariaca de liderar uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas.

Além do chefe do Ministério Público, a polícia prendeu outras 13 autoridades do país sob acusações de tráfico de drogas e organização criminosa, incluindo o ex-ministro do governo anterior Eduardo Del Castillo e o procurador do departamento de Santa Cruz, Alberto Zeballos.

O ministro Oviedo divulgou imagens de policiais retirando pacotes de dinheiro do fundo falso de um veículo que seria ligado à residência de Mariaca. Oviedo também vinculou o grupo aos protestos que paralisaram a Bolívia por mais de 50 dias, entre maio e junho deste ano, e que pediam a renúncia de Paz.

Mariaca e Zeballos estavam na lista de bolivianos que tiveram os vistos para entrada nos Estados Unidos revogados pelo governo de Donald Trump em 28 de setembro. Ambos foram acusados por Washington de corrupção ou narcotráfico, sem apresentação de provas, segundo a Agência Brasil.

Mariaca foi eleito pelo Parlamento boliviano em 2024, durante o governo de esquerda de Luis Arce, para um mandato de seis anos. Após ter o visto cancelado, Mariaca sugeriu que a medida era uma retaliação pelas investigações que conduz, em especial a do caso Cerimedo. O operador digital argentino Fernando Cerimedo, que assessorou Paz e Milei, é acusado de tentativa de feminicídio, enriquecimento ilícito e tráfico de drogas. Sua defesa nega as acusações e afirma que ele é vítima de uma armação política.

Após as prisões, uma transmissão ao vivo nas redes sociais do Ministério Público boliviano denunciou o que chamou de “sequestro” de Mariaca e Zeballos sem mandado judicial. Questionado sobre uma eventual participação dos Estados Unidos, Oviedo disse que a ação foi conduzida localmente, mas com apoio de outros países.

Fontes desta matéria

  1. Bolívia prende procurador da República que investigava caso Cerimedo

    Fonte consultada

    Consultada em 18/10/2026, 16h33

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