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Domingo, 18 de outubro de 2026
Correio da Direita
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Fundo eleitoral de R$ 4,9 bilhões pressiona gastos, e Governo Central tem déficit em agosto

Tesouro Nacional informa saldo negativo de R$ 13,6 bilhões no mês e de R$ 94,9 bilhões no acumulado do ano, pior que em 2025.

Por Redação Correio da Direita

Publicado em · Atualizado em

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil (arquivo)

O Governo Central registrou déficit primário de R$ 13,6 bilhões em agosto, informou em 29 de setembro o Tesouro Nacional. O resultado foi melhor que o registrado em agosto de 2025, quando o saldo negativo ficou em R$ 15,5 bilhões. O resultado do mês também ficou acima da mediana das expectativas do Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda, que apontou para um déficit de R$ 16,0 bilhões.

Pelo lado das despesas, o principal fator de pressão sobre as contas públicas foi o repasse de recursos ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), inexistente em agosto do ano passado. Segundo o Tesouro Nacional, R$ 4,9 bilhões tiveram como destino esse fundo voltado às campanhas eleitorais.

Também cresceram os gastos com benefícios previdenciários, com aumento de R$ 2,7 bilhões, e com abono salarial e seguro-desemprego, que somaram R$ 2,4 bilhões a mais. Houve ainda aumento dos créditos extraordinários destinados a medidas para reduzir os impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio, de R$ 1,3 bilhão. Em sentido contrário, as despesas discricionárias recuaram R$ 5,6 bilhões, e a área da saúde teve suas despesas reduzidas em R$ 2,9 bilhões.

Do lado da receita, o avanço da arrecadação foi puxado pelas receitas administradas pela Receita Federal, que cresceram 5,6% acima da inflação. Destacaram-se os aumentos da Cofins, do Imposto de Importação e do IPI.

Apesar da melhora em agosto, o saldo acumulado do ano continua pior que o observado no mesmo período de 2025. De janeiro a agosto, o déficit primário do Governo Central chegou a R$ 94,9 bilhões, ante R$ 85,9 bilhões nos oito primeiros meses do ano passado.

No acumulado de janeiro a agosto, o aumento de R$ 96,3 bilhões nas despesas se concentrou principalmente nos benefícios previdenciários, com crescimento de R$ 29,3 bilhões, e nas despesas discricionárias, que aumentaram R$ 35,8 bilhões. Houve ainda aumento de R$ 15,0 bilhões em pessoal e encargos sociais, segundo o Ministério da Fazenda.

Fontes desta matéria

  1. Governo Central registra déficit de R$ 13,6 bilhões em agosto

    Fonte consultada

    Consultada em 18/10/2026, 16h30

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