PF faz operação contra policiais suspeitos de vender fuzis a facção no Rio de Janeiro
Operação Magen cumpriu mandados contra grupo acusado de vazar informações sigilosas ao crime organizado no Complexo de Israel.

A Polícia Federal (PF) cumpriu em 7 de outubro sete mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão contra um grupo acusado de ligações com facção criminosa do Rio de Janeiro. A PF investiga crimes como venda ilegal de fuzis e vazamento de informações sigilosas para a organização que atua no Complexo de Israel, na zona norte da capital fluminense, além de lavagem de dinheiro.
Entre os alvos da operação Magen estão um policial civil, um policial militar e ex-policiais. A investigação foi feita pelo Grupo de Investigações Sensíveis da PF (GISE) e por um grupo de atuação especializada do Ministério Público do Rio (MPRJ).
Segundo a PF, a organização criminosa mantinha um núcleo estruturado para obtenção, transporte e revenda clandestina de armas, e o grupo comercializava fuzis de uso restrito, revólveres, pistolas, carregadores e munições. A investigação apontou indícios de que os alvos da operação chegaram a fornecer dez fuzis AR-15 diretamente à principal liderança criminosa do Complexo de Israel.
Os policiais e ex-policiais conseguiam acessar sistemas restritos da Administração Pública e repassavam aos líderes da facção criminosa dados sigilosos referentes a mandados de prisão em aberto, endereços, registros de veículos e alvos de ações policiais em andamento. As informações sigilosas também eram usadas para conduzir investigações clandestinas que tinham como objetivo extorquir criminosos.
De acordo com a PF, a lavagem do dinheiro obtido com o esquema criminoso era feita por meio de sucessivas manobras de dissimulação. Mais de R$ 100 milhões foram movimentados em um intervalo de quatro anos, entre contas pessoais e de empresas de fachada.
Fontes desta matéria
- PF investiga ligação de policiais com facção criminosa
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